Uma aflição imperial

Enquanto a maré banhava a areia da praia, o Homem das Tulipas Holandês contemplava o oceano:
- Juntadora treplicadora envenenadora ocultadora reveladora. Repare nela, subindo e descendo, levando tudo consigo.
- O que é? - Anna perguntou.
- A água - respondeu o holandês. - Bem, e as horas.

- PETER VAN HOUTEN, Uma Aflição Imperial.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Eu sinto sua falta. Ainda moramos na mesma casa, sabia? Desde que você se foi muitas coisas mudaram por aqui, e eu passei por bastantes dramas. rs
Às vezes eu pensava em te pedir socorro, um abraço ou apenas dormir do seu lado pra que me defendesse e me deixasse ficar em casa em vez de ir pra escola...
Estou sentada na mesma cama em que dormíamos, mas não é como se você se quer um dia tivesse se deitado aqui. As coisas realmente mudaram. Era a sua casa e hoje parece que nunca passaste por aqui. Eu sinto sua falta.
Sei que talvez nunca chegue a ler esta declaração vó, não é como se estivesse escrevendo um email que um dia viria a ler... Infelizmente. Só queria deixar bem claro que eu te amei muito e o pedir desculpas por não ter preservado sua memória nessas paredes. Eles podem ter esquecido, todos podem esquecer, mas eu nunca o farei, e se um dia eu for um terço da avó que você foi pra mim em poucos anos, morrerei feliz.
Sempre será lembrada, está carta é uma das formas de te eternizar.
Continuo te amando, Isabelle.

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